Mães de Recém-Nascidos com Malformação Congênita Externa: Impacto Emocional

Palavras-chave: relação mãe-filho, anormalidades congênitas, vivências emocionais

Resumo

Introdução: Um bebê com malformação (defeito num órgão ou parte do corpo) pode prejudicar o vínculo mãe/bebê. Investigou-se o impacto emocional em mães de recém-nascidos com malformação congênita (MF) externa. Método: Pesquisa qualitativa realizada num instituto de referência em alto risco fetal no RJ, a partir de entrevistas semiestruturadas com cinco mães, no pré-natal e 15 dias após o parto. A análise foi de conteúdo. Resultados e Discussão: Diagnóstico da MF do filho durante a gestação: conflito entre a realidade invisível da malformação e o desejo da normalidade (forma como lidou com a notícia / o que esperar após o nascimento); visibilidade da MF: entre a fantasia e o real (concretização do diagnóstico); ambivalência no vínculo: preconceito e desejo de morte (sentimentos/desejos). Conclusão: Um bebê com MF externa influencia a formação do vínculo mãe/bebê, sendo necessário capacitar a equipe.

 

Biografia do Autor

Fabiana Almeida Padua, Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira

Mestre em Saúde da Criança e da Mulher pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Especialista em Saúde da Criança e Adolescente Cronicamente Adoecido, pelo IFF/Fiocruz. Graduada em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Coordenadora de Psicologia na ONG Saúde Criança.

Maria de Fátima Junqueira-Marinho , Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira

Doutora em Saúde da Criança e da Mulher pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Mestre em Psicologia (Psicologia Clínica) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Graduada em Psicologia pela PUC-Rio. Pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira.

Referências

Baldissarella L., & Dell'Aglio D. D. (2009). Within the limits of life and death: A case study on the parents/baby relationship in a neonatal ICU. Estilos da Clinica, 14(26), 68-89. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1415-71282009000100005&lng=es&nrm=iso&tlng=en

Battikha E. C., Faria M. C. C., & Kopelman B. I. (2007). The Maternal Representations about a Baby who is Born with Serious Organic Diseases. Psicologia: Teoria e Pesquisa., 23(1):17-24. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722007000100003

Bomfim O. L., Coser O., & Moreira M. E. L. (2014). Unexpected diagnosis of fetal malformations: Therapeutic itineraries. Physis, 24(2), 607-622. doi:http://dx.doi.org/10.1590/S010373312014000200015

Câmara R. H. (2013). Content analysis: From theory to practice in social research applied to organizations. Revista Interinstitucional de Psicologia, 6(2), 179-91. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1983-82202013000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

Fontes C. M. B., Menezes D. V., Borgato M. H., & Luiz M. R. (2017). Communicating bad news: An integrative review of the nursing literature. Revista Brasileira de Enfermagem, 70(5), 1089-1095. doi:http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0143

Gomes R. (2002). A análise de dados em Pesquisa Qualitativa. In M. C. S. Minayo (Org.), Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade (pp. 67-74). Petrópolis, RJ: Vozes.

Gonçalves T. G., Xavier R. B., Araújo L. M., & Arial L. F. (2011). Nursery’s contribution to the bonding process between mother and infant with inborn malformation. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental, 3(2), 1776-90. Recuperado de https://www.redalyc.org/pdf/5057/505750888002.pdf

Guerra F. A. R., Llerena Jr. J. C., Gama S. G. N., Cunha C. B., & Theme, M. M. Filha (2008). Birth defects in Rio de Janeiro, Brazil: An evaluation through birth certificates (2000-2004). Cadernos de Saúde Pública, 24(1), 140-9. doi:http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2008000100014

Junqueira M. F. P. S., Telles D. C. L., Morsch D. S., & Deslandes S. F. (2006). Os desafios da humanização em uma UTI Neonatal Cirúrgica. In S. F. Deslandes (Org.), Humanização dos cuidados em saúde: Conceitos, dilemas e práticas (pp. 261-282). Rio de janeiro: Editora Fiocruz.

Lamego D. T. C., Deslandes S. F., & Moreira M. E. L. (2005). Challenges for humanization of care in a surgical neonatal intensive care unit. Revista Ciência & Saúde Coletiva, 10(3), 669-675. doi:http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232005000300023

Machado, M. E. C. (2012). Couples that receive a prenatal diagnosis of fetal malformation: A thought about the role of Hospital Psychologists. Revista Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, 15(2), 85-95. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1516-08582012000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

Marciano, R. P. (2017). The maternal representations about a premature baby. Revista Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, 20(1), 143-164. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582017000100009

Mathelin, C. (1999). O Sorriso da Gioconda: Clínica psicanalítica com os bebês prematuros. Rio de Janeiro: Companhia de Freud.

Minayo, M. C. S. (2010). O desafio do conhecimento. In Pesquisa Qualitativa em Saúde (pp. 261-297). São Paulo: Hucitec.

Santos, S. R., Dias, I. M. A. V., Salimena, A. M. O., & Bara, V. M. F. (2011). The existence of the parents of a child with congenital malformation. Revista Mineira de Enfermagem, 15(4), 491-97. Recuperado de http://www.reme.org.br/exportar-pdf/62/v15n4a04.pdf/

Silva, L. L. T., Madeira, A. M. F., Oliveira, C. G., Lima, S. C. S., & Campos, T. M. F. (2013). Parents of babies malformados: An existential approach. Revista de enfermagem Centro-Oeste Mineiro, 3(3), 770-779. Recuperado de https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/bde-25561

Stellin, R. M. R., Monteiro, C. F. A., Albuquerque, R. A., & Marques, C. M. X. C. (2011). Processes of mothering construction motherhood and feminity: Psychic resources for the practice of motherhood in its singularities. Estilos da Clinica, 16(1), 170-185. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1415-71282011000100010&script=sci_abstract&tlng=en

Victoria, C. G., Knauth, D. R., & Agra Hassen, M. N. (2000). A construção do objeto de pesquisa. In Pesquisa Qualitativa em Saúde: Uma Introdução ao Tema (pp. 45-51). Porto Alegre: Tomo Editorial.

World Health Organization. (2016). Congenital anomalies. Fact sheet 370. Recuperado de http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs370/en/

Publicado
2021-11-17
Como Citar
Padua, F. A., & Junqueira-Marinho , M. de F. (2021). Mães de Recém-Nascidos com Malformação Congênita Externa: Impacto Emocional. Revista Psicologia E Saúde, 13(3), 161-172. https://doi.org/10.20435/pssa.v13i3.1067
Seção
Dossiê: Psicologia e Saúde Coletiva