Olhares Sobre as Vivências de Profissionais Que Atuam com Cuidados Paliativos em Hospitais

Palavras-chave: capacitação profissional, cuidados paliativos, morte, pessoal de saúde

Resumo

Esta pesquisa, exploratória e qualitativa, teve como objetivo compreender as vivências de profissionais que prestam cuidados paliativos (CP) em hospitais de Joinville, considerando sua formação acadêmica. Por CP, entendem-se ações que visam à qualidade de vida daqueles que estão diante de uma doença terminal. Para a coleta de dados, realizaram-se entrevistas semiestruturadas e não diretivas com seis profissionais, sendo: três psicólogas, uma capelã hospitalar, uma fisioterapeuta e uma enfermeira. A partir da análise de conteúdo das entrevistas, averiguou-se que existe uma falha da graduação quanto ao debate do processo de morte e morrer, a qual se manifesta na dificuldade de comunicação, no excesso ou falta de sensibilidade e resistência presentes na prestação dos CP. Além disso, verificou-se que diálogos sobre a morte são tabus e envoltos por uma série de emoções e sentimentos complexos que necessitam ser discutidos.

Biografia do Autor

Ana Caroline Birr, Universidade da Região de Joinville (Univille)

Discente do Curso de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (Univille).

Denise Vieira Taborda, Universidade da Região de Joinville (Univille)

Discente do Curso de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (Univille).

Eloisa Capeletto, Universidade da Região de Joinville (Univille)

Discente do Curso de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (Univille).

Mikeller Freire de Lima, Universidade da Região de Joinville (Univille)

Discente do Curso de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (Univille).

Sofia Cieslak Zimath, Universidade da Região de Joinville (Univille)

Mestre em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Docente do curso de Psicologia na Universidade da Região de Joinville (Univille).

Referências

Aguiar, I. R., Veloso, T. M. C., Pinheiro, A. K. B., & Ximenes, L. B. (2006). O envolvimento do enfermeiro no processo de morrer de bebês internados em Unidade Neonatal. Acta Paulista de Enfermagem, 19(2), 131-137. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/ape/v19n2/a02v19n2.pdf

Academia Nacional de Cuidados Paliativos (2006). Critérios de qualidade para os cuidados paliativos no Brasil. Rio de Janeiro: Diagraphic Editora. Recuperado de http://www.rdconsultoria.com.br/Downloads/Educa%C3%A7%C3%A3o%20Continuada/Gest%C3%A3o%20de%20Enfermagem/Cuidados%20Paliativos.pdf

Academia Nacional de Cuidados Paliativos (2009). Manual de cuidados paliativos/Academia Nacional de Cuidados Paliativos. Rio de Janeiro: Diagraphic. Recuperado de http://www.santacasasp.org.br/upSrv01/up_publicacoes/8011/10577_Manual%20de%20Cuidados%20Paliativos.pdf

Academia Nacional de Cuidados Paliativos (2012). Manual de cuidados paliativos. (2 ed., s. l). São Paulo: ANCP. Recuperado de www.paliativo.org.br/dl.php?bid=146

Andrade, C. G., Costa, S. F. G., & Lopes, M. E. L. (2013, set.). Cuidados paliativos: A comunicação como estratégia de cuidado para o paciente em fase terminal. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 18(9), 2523-2530. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/csc/v18n9/v18n9a06.pdf

Batista, R. S. (2006). Às margens do Aqueronte: Finitude, autonomia, proteção e compaixão no debate bioético sobre a eutanásia (Tese de Doutorado, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública, Rio de Janeiro). Recuperado de http://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/4449/2/248.pdf

Brasil. Ministério da Saúde. (2006). Portaria n. 174 (27 de janeiro). Recuperado de http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt0174_27_01_2006.html

Costa, Á. P., Poles, K., & Silva, A. E. (2016). Formação em cuidados paliativos: Experiência de alunos de medicina e enfermagem. Interface (Botucatu), 20(59), 1041-1052. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/icse/v20n59/1807-5762-icse-1807-576220150774.pdf

Falkenberg, M. B., Mendes, T. P. L., Moraes, E. P. & Souza, E. M. (2014). Educação em saúde e educação na saúde: Conceitos e implicações para a saúde coletiva. Ciência & Saúde Coletiva, 19 (3), 847-852. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/csc/v19n3/1413-8123-csc-19-03-00847.pdf

Franco, M. L. P. B. (2012). Análise de conteúdo. (4 ed.). Brasília: Liber Livro.

Gil, A. C. (2010). Como elaborar projetos de pesquisa. (5 ed.). São Paulo: Editora Atlas S. A.

Hermes, H. R. & Lamarca, I. C. A. (2013, set.). Cuidados paliativos: Uma abordagem a partir das categorias profissionais de saúde. Ciência e Saúde Coletiva, 18(9), 2577-2588. Recuperado de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013000900012&lng=en&nrm=iso.

Mabtum, M. M. & Marchetto, P. B. (2015). Concepções teóricas sobre a terminalidade da vida. In M. M. Mabtum & P. B. Marchetto. O debate bioético e jurídico sobre as diretivas antecipadas de vontade (pp. 53-72). São Paulo: Editora Unesp. Recuperado de http://books.scielo.org/id/qdy26/pdf/mabtum-9788579836602-03.pdf

Marconi, M. A., Lakatos, E. M (2003). Fundamentos da metodologia científica. (5 ed.). São Paulo: Atlas.

Marcucci, F. C. I., Perilla, A. B., Brun, M. M. & Cabrera, M. A. S (2016). Identificação de pacientes com indicação de cuidados paliativos na Estratégia Saúde da Família: Estudo exploratório. Cadernos de Saúde Coletiva, 24(2), 145-152. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/cadsc/v24n2/1414-462X-cadsc-24-2-145.pdf

Marcucci, F. C. I. (2016). Identificação e caracterização dos indivíduos com indicação de cuidados paliativos cadastrados na Estratégia Saúde da Família. (Tese de Doutorado, Universidade Estadual de Londrina, Londrina). Recuperado de http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000208832

Martin, L. M. (1998). Eutanásia e distanásia. In S. I. F. Costa, G. Oselka, & V. Garrafa. Iniciação à bioética (pp. 171-192). Brasília: Conselho Federal de Medicina. Recuperado de http://portal.cfm.org.br/images/stories/biblioteca/iniciao%20%20biotica.pdf

Porto, G.; Lustosa, M. A. (2010). Psicologia Hospitalar e Cuidados Paliativos. Revista SBPH, 13(1), 76-93. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rsbph/v13n1/v13n1a07.pdf

Ramos, K. A. & Ferreira, A. S. D. (2013, jun). Análise da demanda de medicamentos para uso off label por meio de ações judiciais na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Revista de Direito Sanitário, 14(1), 98-121. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/56626

Shaughnessy J. J., Zechmeister E. B., & Zechmeister J. S. (2012). Metodologia de Pesquisa em Psicologia (9a ed.). Porto Alegre: AMGH Editora.

Silveira, M. H., Ciampone, M. H. T., & Gutierrez, B. A. O. (2014, mar.). Percepção da equipe multiprofissional sobre cuidados paliativos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 17(1), 7-16. Recuperado de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232014000100007&lng=en&nrm=iso

Siqueira-Batista, R. & Schramm, F. R. (2004). Eutanásia: pelas veredas da morte e da autonomia. Revista Ciência e Saúde Coletiva, 9(1), 31-41. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/csc/v9n1/19821.pdf

Triviños, A. N. S. (1987). Introdução à pesquisa em ciências sociais: A pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas.

World Health Organization. (2007). Palliative care: Cancer control: Knowledge into action - WHO guide for effective programmes (Module 5). WHO.

Publicado
2021-02-26
Seção
Artigos