Abstract
Access to health services has been a constant challenge in the trajectory of LGBT people. Considering this, this study aimed to analyze the perception of LGBT people about their access to basic health units in Guaiúba, Ceará. The qualitative method was used, using a semi-structured interview and a socioeconomic questionnaire. In total, seven people were interviewed between August and October 2019. It was identified the perpetuation of rights violations that reinforced practices of inequity and invisibility of the health demands of this population. Disrespect for the social name and attitudinal barriers were practices pointed out, creating chasms between LGBT people and health services. Therefore, it is necessary that professionals can invest in the ability to dialogue, build and share care that legitimizes human diversity.
References
Aguiar, W. M. J. (2015). A pesquisa em psicologia sócio-histórica: Contribuições para o debate metodológico. In A. M. B. Bock (Org.), Psicologia sócio-histórica: Uma perspectiva crítica em psicologia (pp. 157–171). Cortez.
Albuquerque G. A., Garcia C. L., Alves M. J. H., Queiroz C. M. H. T., & Adami F. (2013). Homossexualidade e o direito à saúde: Um desafio para as políticas públicas de saúde no Brasil. Saúde em Debate, 37(98), 516–524. https://doi.org/10.1590/S0103-11042013000300015
Cardoso, M. R., & Ferro, L. F. (2012). Saúde e população LGBT: Demandas e especificidades em questão. Psicologia: Ciência e Profissão, 32(3), 552–563. https://doi.org/10.1590/S1414-98932012000300003
Freire E. C., Araújo F. C. A., Souza A. C., & Marques D. (2013). A clínica em movimento na saúde de TTTs: Caminho para materialização do SUS entre travestis, transsexuais e transgêneros. Saúde em Debate, 37(98), 477–484. https://doi.org/10.1590/S0103-11042013000300011
Ferreira B. O., Nascimento E. F., Pedrosa J. I. S., & Monte L. M. I. (2017). Vivências de travestis no acesso ao SUS. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 27(4), 1023–1038. https://doi.org/10.1590/s0103-73312017000400009
Ferreira B. O., Pedrosa J. I. S., & Nascimento E. F. (2018). Diversidade de gênero e acesso ao sistema único de saúde. Revista Brasileira de Promoção da Saúde, 31(1), 1–10. https://doi.org/10.5020/18061230.2018.6726
Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). Atlas.
Lionço, T. (2009). Atenção integral à saúde e diversidade sexual no Processo Transexualizador do SUS: Avanços, impasses, desafios. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 19(1), 43–63. https://doi.org/10.1590/S0103-73312009000100004
Lionço, T. (2008). Que direito à saúde para a população GLBT? Considerando direitos humanos, sexuais e reprodutivos em busca da integralidade e da equidade. Saúde e Sociedade, 17(2), 11–21. https://doi.org/10.1590/S0104-12902008000200003
Mello, L., Perilo, M., Braz, C. A., & Pedrosa, C. (2011). Políticas de saúde para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil: Em busca de universalidade, integralidade e equidade. Sexualidad, Salud y Sociedad, (9), 7–28. https://doi.org/10.1590/S1984-64872011000400002
Minayo, M. C. S. (2010). O desafio do conhecimento: Pesquisa qualitativa em saúde (12ª ed.). Hucitec.
Ministério da Saúde. (1989). Direitos das PVHIV. Departamento de doenças de condições crônicas e infecções sexualmente transmissíveis. http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/direitos-das-pvha
Ministério da Saúde. (1990). Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Presidência da República.
Ministério da Saúde. (2013). Política nacional de saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (1ª reimp.). Secretaria de gestão estratégica e participativa.
Ministério da Saúde. (2017). Portaria n. 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a política nacional de atenção básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da atenção básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ministério dos Direitos Humanos. (2018). Manual orientador sobre diversidade. Secretaria nacional de cidadania.
Negreiros, F. R. N., Ferreira, B. O., Freitas, D. N., Pedrosa, J. I. S., & Nascimento, E. F. (2019). Saúde de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais: Da formação médica à atuação profissional. Revista Brasileira de Educação Médica, 43(1), 23–31. https://doi.org/10.1590/1981-52712015v43n1rb20180075
Oliveira, M. M. (2001). Metodologia Interativa: Um processo hermenêutico dialético. Interfaces Brasil/Canadá, 1(1), 67–78. https://doi.org/10.15210/interfaces.v1i1.6284
Rocon P. C., Rodrigues A., Zamboni J., & Pedrini M. D. (2016). Dificuldades vividas por pessoas sem acesso ao Sistema Único de Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 21(8), 2517–2526. https://doi.org/10.1590/1413-81232015218.14362015
Santos, J. S., Silva, R. N., & Ferreira, M. A. (2019). Saúde da População LGBTI + na Atenção Primária à Saúde e Inserção de Enfermagem. Escola Anna Nery, 23(4), e20190162. https://doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2019-0162
Silva L. K. M., Silva A. L. M. A., Coelho A. A., & Martiniano C. S. (2017). Uso do nome social no Sistema Único de Saúde: Elementos para o debate sobre a assistência prestada a travestis e transexuais. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 27(3), 835–846. https://doi.org/10.1590/s0103-73312017000300023
Silva, A. L. R., Finkle, M., & Moretti-Pires, R. O. (2019). Representações sociais de trabalhadores da atenção básica à saúde sobre pessoas LGBT. Trabalho, Educação e Saúde, 17(2), e0019730. https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00197

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2022 Revista Psicologia e Saúde

