A compreensão da masculinidade em discursos de profissionais de unidades básicas de saúde
PDF
HTML

Arquivos suplementares

DECLARAÇÕES
COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA ENVOLVENDO SERES HUMANOS; COMISSÃO NACIONAL DE ÉTICA EM PESQUISA ENVOLVENDO SERES HUMANOS
FOLHA DE ROSTO

Palavras-chave

masculinidade
saúde pública
profissionais da saúde

Como Citar

MORAIS, Lúcia Jamilly Oliveira; OLIVEIRA FILHO, Pedro de. A compreensão da masculinidade em discursos de profissionais de unidades básicas de saúde. Revista Psicologia e Saúde, Campo Grande, v. 11, n. 1, p. 155–167, 2019. DOI: 10.20435/pssa.v11i1.643. Disponível em: https://pssa.ucdb.br/pssa/article/view/643. Acesso em: 13 mar. 2026.

Resumo

Este artigo objetiva analisar as definições de masculinidade em formulações de profissionais de saúde da Atenção Primária. Este estudo é motivado pela compreensão de que, no âmbito da atenção à saúde dos homens, os profissionais de saúde tem participação fundamental nas ações em saúde destinada ao público masculino. Utilizou-se como abordagem teórico-metodológica a Psicologia Social Discursiva, uma abordagem no contexto da Psicologia Social que privilegia, em termos analíticos, a função do discurso e as estratégias retóricas utilizadas em sua elaboração. A pesquisa, de natureza qualitativa, contemplou 11 entrevistas semiestruturadas com profissionais de oito Unidades Básicas de Saúde da cidade de Campina Grande, PB. Os homens, em seus relatos, teriam diferentes atributos, dentre eles a despreocupação com a saúde, e tais atributos seriam fundamentalmente determinados por fatores socioculturais. 

https://doi.org/10.20435/pssa.v11i1.643
PDF
HTML

Referências

Antaki, C., Billig, M., Edwards, D., & Potter, J. (2003). Discourse analysis means doing analysis: A critique of six analytic shortcomings. Disponível em http://extra.shu.ac.uk/daol/articles/open/2002/002/antaki2002002-paper.html

Aquino, E. M. L. (2005). Saúde do homem: Uma nova etapa da medicalização da sexualidade? Ciência & Saúde Coletiva, 10(1), 19-22.

Bento, B. (2006). A reinvenção do corpo: Sexualidade e gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro: Garamond.

Brasil (2009). Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: Princípios e diretrizes. Brasília. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_homem.pdf

Carrara, S., Russo, J. A., & Faro, L. (2009). A política de atenção à saúde do homem no Brasil: Os paradoxos da medicalização do corpo masculino. Physis - Revista de Saúde Coletiva, 19(3), 659-678.

Couto, M. T., Pinheiro T. F., Valença, O., Machin, R., Silva, G. S. N., Gomes, R., Schraiber, L. B., & Figueiredo, W. S. (2010). O homem na atenção primária à saúde: Discutindo (in)visibilidade a partir da perspectiva de gênero. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 14(33), 257-270.

Cozby, P. C. (2003). Métodos de pesquisa em Ciências do Comportamento (P. I. C. Gomide & E. Otta, Trad.). São Paulo: Atlas.

Figueiredo, W. (2005). Assistência à saúde dos homens: Um desafio para os serviços de atenção primária. Ciência & Saúde Coletiva, 10(1), 105-109.

Gill, R. (2003). Análise de discurso. In M. W. Bauer, & G. Gaskell (Orgs.). Pesquisa qualitativa com texto: Imagem e som (pp. 244-269). Petrópolis, RJ: Vozes.

Gomes, R. (2011). Apresentação. In R. Gomes (Org.). Saúde do homem em debate (pp. 11-17). Rio de Janeiro: Fiocruz.

Gomes, R. (2012). Sexualidade masculina, gênero e saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz.

Gomes, R., Nascimento, E. F., & Araújo, F. C. (2007). Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior. Cadernos de Saúde Pública, 23(3), 565-574.

Jesus, J. G. (2012). Orientações sobre a população transgênero: Conceitos e termos. Brasília: Autor.

Korin, D. (2001). Novas perspectivas de gênero em saúde. Adolescência Latinoamericana, 2(2), 67-79 .

Lang, A. B. S. G., Campos, M. C. S. S., & Dermatini, Z. B. S. (2001). História oral e pesquisa sociológica: A experiência do CERU. São Paulo: Humanitas.

Laurenti, R., Mello-Jorge, M. H. P., & Gotlieb, S. L. D. (2005). Perfil epidemiológico da morbimortalidade masculina. Ciência & Saúde Coletiva, 10(1), 35-46. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/csc/v10n1/a04v10n1.pdf

Martins, A. M., & Malamut, B. S. (2013). Análise do discurso da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Saúde e Sociedade, 22(2), 429-440.

Medrado, B., Lyra, J., Azevedo, M., Granja, E., & Vieira, S. (2009). Princípios, diretrizes e recomendações para uma atenção integral aos homens na saúde. Recife: Instituto PAPAI.

Medrado, B., Lyra, J., Azevedo, M., & Noca, J. (2010). Reflexões irônicas sobre gestão pública dos homens na saúde: Entre a disciplina e a positividade do risco. In B. Medrado, J. Lyra, M. Azevedo, & J. Brasilino (Orgs.), Homens e masculinidades: Práticas de intimidade e políticas públicas (1a ed., Cap. 3, pp. 53-77). Recife, PE: Instituto PAPAI.

Medrado, B., & Lyra, J. (2014). Princípios ou simplesmente pontos de partida fundamentais para uma leitura feminista de gênero sobre os homens e as masculinidades. In E. Blay (Org.). Feminismos e masculinidades: Novos caminhos para enfrentar a violência contra a mulher (Vol. 1, pp. 55‐74). São Paulo: Cultura Acadêmica.

Oliveira Filho, P. (2009) A mobilização do discurso da democracia racial no combate às cotas para afrodescendentes. Estudos de Psicologia, 26(4), 429-436.

Potter, J., & Wetherell, M. (1987). Discourse and social psychology: Beyond attitudes and behaviour. London, Sage.

Potter, J. (1998). La representación de la realidade: Discurso, retórica y construcción social. Barcelona: Paidós.

Rohden, F. (2001). A questão da diferença entre os sexos: Redefinições no século XIX. In F. Rohden (2001). Uma ciência da diferença: Sexo e gênero na medicina da mulher (Capítulo 1, pp. 29-49). Rio de Janeiro: Fiocruz.

Schraiber, L. B., Gomes, R., & Couto, M. T. (2005). Homens e saúde na pauta da Saúde Coletiva. Ciência e Saúde Coletiva, 10(1), 7-17.

Scott, J. (1995). Gênero: Uma categoria útil de análise histórica. Revista Educação e Realidade, 20(2), 71-99.

Schwarz, E., Gomes, R., Couto, M. T., Moura, E. C., Carvalho, S. A, & Silva, S. F. C. (2012). Política de saúde do homem. Revista Saúde Pública, 46(Supl.), 108-116.

Vale de Almeida, M. (1996). Género, masculinidade e poder – Revendo um caso do sul de Portugal. Anuário Antropológico, 95, 161-190.

Vieira, K. L. D., Gomes, V. L. O., Borba, M. R., & Costa, C. F. S. (2013). Atendimento da população masculina em Unidade Básica Saúde da Família: Motivos para a (não) procura. Escola Anna Nery, 17(1), 120-127. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/ean/v17n1/17.pdf

Vieira, E. M. (2002). A medicalização do corpo feminino. Rio de Janeiro: Fiocruz.

Wetherell, M., & Potter, J. (1992). Mapping the language of racism: Discourse and the legitimation of exploitation. London: Harvester Wheat Sheaf.

Os artigos publicados na Revista Psicologia e Saúde têm acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições, desde que o trabalho original seja corretamente citado.